(Escutando: Elmer Bernstein – National Geographic Theme)
Sonho todo mundo tem. Mas é a intensidade que depende de cada um. Exemplo, o escritor H.P Lovecraft sonhava com outras dimensões, monstros abomináveis e loucura o tempo todo, daí decidiu criar a Mitologia de Chtulhu onde criaturas imensas poderiam destruir toda a existência com um espirro (veja bem, não é necessariamente um espirro, mas algo bem menos poderoso). Martin Luther King teve um sonho e bem, não adiantou muita coisa, afinal mataram o cara e tudo pelo qual ele lutava se perdeu até que um negro, com nome de negro, de descendência africana (quer orgulho maior que este?!) subiu ao poder na Casa Branca e hoje Barack Obama é um dos caras mais famosos do planeta Terra, sem falar que foi considerado um dos mais simpáticos e sexy (sonho realizado então).
Desde que comecei com a fotografia encontrei uma forma agradável e que até o momento tem funcionado para realizar os meus sonhos, afinal, sonhar todo mundo sonha, realizar sonhos é que complica. Bem, eu realizei meus sonhos. Alguns deles mais de uma vez e hoje estou bem mais realizado do que certo tempo atrás. Mas os sonhos, conforme nós envelhecemos ficam também maiores, alguns mais caros, outros mais difíceis e no meu caso, beiram a impossibilidade total.
Na minha concepção, todo mundo tem um nêmesis profissional, o desafio definitivo, aquela ‘coisa’ que nós sabemos que é muito difícil, complicado e em vários dos casos impossível, mas ainda assim nós queremos muito. Tipo, os engenheiros podem sonhar em construir algo que se torne uma das Sete Maravilhas do Mundo (vá lá, não é todo mundo que consegue), os pilotos de jatos podem sonhar em algum dia pilotarem a Millenium Falcon. Bem, dito isso, o meu sonho é fotografar um dinossauro. Nem me venham com monstros animatrônicos. Eu quero fotografar um dinossauro de verdade, um daqueles bem grandes, rápidos e perigosos, tipo aqueles do Jurassic Park. O segundo filme da franquia de Steven Spielberg, O Mundo Perdido, personifica bem este meu sonho impossível logo no começo. Uma pesquisadora perdida na ilha, com uma câmera fotográfica, fotografando… adivinha o que? Dinossauros! Acho que esse seria o desafio mais desafiante de toda a minha carreira, não porque é muito difícil, mas porque é impossível. Bem, impossível sob certo ponto de vista. Engenharia genética, efeitos visuais… um dia acontece.
Mas sabe o que é pior? Minha fixação por dinossauros não vem de agora. Ela data de pelo menos quinze anos atrás quando eu fazia minha mãe (coitada) gastar fortunas em brinquedos de animais pré-históricos e afins. E pior que isso, foi dois anos atrás (sim, eu anotei) sonhar que eu e o fotógrafo Michael “Nick” Nichols (adivinha da onde?) havíamos sido contratados pela National Geographic para fotografar uma certa ilha no meio do oceano Pacífico onde um cientista havia descoberto como clonar… adivinha o que?
Bem, a introdução do texto ficou maior do que o que eu imaginava, mas é bom falar sobre sonhos e considerando que já me chamaram de “Bobby” do “Fantástico Mundo de Bobby“, sou um cara que sonha bastante. Pior que isso é outras pessoas, além de mim, saberem disso.
O post é sobre sonhos. E meus sonhos são simples. Querer fazer parte da National Geographic, receber um diploma de membro da sociedade científica e ter uma fotografia publicada na capa da revista (edição americana, óbvio!) pode não parecer algo tão grandioso quanto fotografar um dinossauro, pilotar a nave ícone de Guerra nas Estrelas ou construir uma edificação que continuará por aí mesmo mil anos após minha morte. Esses meus sonhos podem parecer simples, comparados aos outros, mas isso não quer dizer que são fáceis de se realizar. Maaas… sob certo ponto de vista, de acordo com as outras variáveis… são simples sim. Foi mais ou menos por isso que passei a tentar, de certa forma (e mesmo que para alguns esta forma possa parecer muito estranha) fazer com que meus sonhos se realizassem antes de se realizar. Mas como diabos eu faço isso? Simples, enganando a mim mesmo. Acreditando que o que eu quero, não só já aconteceu como faz parte da minha vida.
As imagens da galeria deste post mostram exatamente do que estou falando. Todas elas são montagens (duh!), mas representam meus maiores sonhos no momento. Pode parecer estranho, eu sei, afinal sou um cara que engana a si próprio em benefício de mim mesmo, mas se você parar para pensar, faz muito sentido. Agindo como se eu já tivesse o que eu quero, eu meio que forço as energias positivas interplanetáreas ar-condicionadas e microondas (?!?!) a lutarem do meu lado, sendo assim, as coisas parecem acontecer pouco tempo depois. Quem já leu “O Segredo” sabe disso.
Bem, pode parecer mais estranho ainda para quem me conhece ler isso, afinal todos sabem que eu sou muito ateu (na escala de 0 a 100, sou 3267, onde 200 é Darwin, 500 Einstein e 1000 Charles Chaplin, o cara que por simples bom senso, não acreditava em deus nenhum!). Esse papo pode parecer aquele tipo de papo que crentes falam, que se você acreditar, acontece. De fato, agindo como se eu já tivesse o que eu quero ter, ou já tivesse feito o que quero fazer, as forças macarrônicas e térmicamente irresponsáveis do universo parecem me ajudar. Provas? Bem, nenhuma, eu só sei que certo tempo atrás eu vivia fechando os olhos para me imaginar segurando uma câmera fotográfica fodona, vivia sonhando em conhecer um fotógrafo da NatGeo, queria minhas fotos publicadas na revista (elas foram… no site) e vejam só, isso aconteceu. Não sei se por força do destino (o que eu também não acredito) ou se por pura, livre e espontânea pressão deste que vos fala. O fato é o seguinte, eu consegui um monte de coisas que eu queria. A maior parte delas porque eu me esforcei muito, algumas porque eu sou foda mesmo.
Me imagino diariamente dirigindo pelas savanas da África a fotografar embates entre os felinos mais perigosos da Terra, comportamentos dos maiores mamíferos e encontros únicos entre certas criaturas, tudo somente para conscientizar nossa espécie a perceber que o mundo não é nosso e a galáxia não chegou aonde está para que somente nós pudéssemos tirar proveito dela. Existem outras raças no planeta, podem não ser dominantes como nós, mas elas também tem o direito de viver. Imagino minhas fotografias sendo reconhecidas mundialmente e fazendo com que as pessoas pensem “Bem, acho que vou parar de destruir meu mundo” ou ao menos deixando de ligar as torneiras por tanto tempo. Me imagino dando aulas em uma universidade qualquer tentando convencer centenas de alunos a cuidar do lugar onde vivem, pois este pode não existir se o ‘estupro mundial’ continuar durante tanto tempo. Me imagino a frente do MY Arctic Sunrise, barco principal do Greenpeace enquanto este se lança para mais um combate contra navios baleeiros vindos do outro lado do mundo para f… com o maior mamífero dos mares. Sonho todos os dias em realizar tudo isso, e com as minhas mais sinceras desculpas… isso sim é um sonho foda pra caralho.
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AVISO: Este arquivo é uma montagem meramente ilustrativa.
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AVISO: Este arquivo é uma montagem meramente ilustrativa.
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AVISO: Este arquivo é uma montagem meramente ilustrativa.
Então resumindo isso tudo aí em cima, “Por que diabos ele fez estas montagens toscas?”, vocês se perguntam. E eu respondo. ” Porque pra mim, isto de fato já aconteceu.”
Amém!