(Escutando: Alex Gaudino feat Shena – Watch Out)
Ontém, 05/06/09, fui enviado pela agência de imagens Futura Press até o estádio do Maracanãzinho, onde deveria cobrir a pauta de um evento de basquete que ocorreria no local. Confesso a ignorância, Harlem Globetrotters para mim era um desenho animado da década de 80 que fez sucesso exatamente por ser um desenho onde um time de basquete formado inteiramente por negros vivia realizando piruetas lendárias para animar crianças. Não fazia idéia da dimensão da coisa.
Cheguei no lugar cedo junto do amigo e também fotógrafo Didier Pelógia que foi me acompanhar na cobertura do evento. O cara é fixado nessa de basquete então nada mais prudente do que levar um especialista no assunto para se cobrir uma pauta.
Nunca havia fotografado uma partida de basquete na vida e devo confessar que esse foi um excelente pontapé inicial, já que mais lendários do que os Harlem Globetrotters somente as jogadas que realizam. E o seu humor. Os caras estavam se preparando, ainda no vestiário, executando algumas jogadas e conversando, enquanto o fotógrafo xereta aqui já tentava clicar alguma coisa, conversar, conhecer um pouco de cada um.
A entrada na quadra foi simplesmente magnífica e se não fosse algumas pilhas que resolveram descarregar quase que de um segundo para o outro, teria mais imagens da entrada deles, mas essa fica para uma próxima vez. Os caras no meio da quadra, jogando contra os Washington Generals, se não me engano seus arqui-inimigos no desenho oitentista, são o espetáculo de humor mais engraçado que já vi, simplesmente por não ser um espetáculo de humor. É o improviso lutando de frente contra o ensaiado, é jogador e platéia falando a mesma língua, embora o primeiro só fale inglês e o segundo predominantemente português (Gostaria de deixar aqui registrado os parabéns para o jogador Special K, que se esforçou ao máximo para falar um português claro e ainda consgeguiu fazer piadas engraçadíssimas com isso).
Harlem Globetrotters. Só o nome já inspira algo lendário e eu não fazia idéia disso. É uma jogada mais perfeita que a outra e o orgulho dos jogadores em serem todos negros fica expresso gritantemente no uniforme, contendo as mesmas cores da bandeira norte-americana, que na época em que o primeiro time se formou fez de tudo para que o basquete fosse considerado um esporte para brancos. A nação mais preconceituosa do mundo nada pôde fazer para conter o avanço dos caras e hoje eles são simplesmente uma das equipes de basquete mais bem sucedidas de todos os tempos.
Devo confessar que o jogador que me chamou mais a atenção foi Special K, um crioulo de 1,90m de altura dotado de uma habilidade no esporte que só consegue ser superada pelo seu bom-humor e carisma junto da platéia. Piadista nato o cara conseguiu tirar sarro até mesmo de um inconveniente morcego que invadiu o estádio e chamou a atenção de todos. Fosse jogando água na platéia, brincando com uma bola de basquete presa ao pulso, roubando a cena completamente nas jogadas, distribuindo os sanduíches que os ambulantes vendiam, fingindo-se de sombra dos membros da equipe técnica do estádio ou até tirando um sarro com a cara do juíz, Special K, sem sombra de dúvida é o Globetrotter mais carismático que o time já teve.
Estou certo de que das próximas vezes estarei lá fotografando, mesmo que isso não seja pauta alguma, mesmo que eu nem receba para isso. Fotografar o time principal dos Globetrotters em quadra foi uma honra tão lendária quanto o próprio time em si.
Now Bomb
Ontém foi a estréia do meu novo colete de fotógrafo, um Now Bomb vendido pelo fotojornalista Jorge Araújo em seu website Press Fashion. O colete era tudo que eu precisava. Dinâmico, seguro, bonito e bem prático, o Now Bomb é um item indispensável para aqueles que desejam seguir carreira no fotojornalismo.























































Adorei o espetáculo no maracanãzinho e adorei sua fotos.
Se possível, me envie um email pois gostaria de saber mais sobre esse time atual.
Muito obrigada.